patrocinio: "templo do senhor ilusão"
" a oportunidade não baterá 2 vezes na mesma porta"
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
conseguir ouro- prata e dobro em dinheiro
para enriquecer...
Arranque o cabelo de uma égua em um dia de calor, pelas raízes, no seu ambiente natural, dizendo DRAGNE, DRAGNE, DRAGNE. Então os amarre em um nó. Agora saia e compre, sem disputa sobre o preço, uma panela nova de louça que terá uma tampa. Volte a sua casa tão rápido quanto puder, encha a panela de água de fonte até que esteja quase cheia. Coloque os cabelos amarrados dentro, tampe, e coloque onde nem você nem qualquer outro possa ver.
Depois de nove dias, sem niguem ver, abra a panela e você achará lá dentro um animal pequeno como uma pequena cobra. Esta criatura saltará para cima. Então diga: EU ACEITO O PACTO.
Não toque o animal com sua mão. Coloque=o em uma caixa nova que você comprou para este propósito, sem pechinchar sobre preço. Você tem que alimentar a criatura só com farelo de trigo, diariamente.
Quando você precisar de ouro ou prata, coloque o mesmo tanto quanto você quer na caixa. Vá para cama, com a caixa ao lado da cama. Durma, a vontade durante três ou quatro horas. Quando despertar então você achará que o dinheiro que você colocou na caixa em dobro. (ou seja, você encontrará o dinheiro que você colocou lá e mais o dobro dele) Mas o que você pôs primeiro na caixa deve ser deixado lá.
Se houver uma face de cobra na caixa, você não deveria pedir mais de cem francos [a moeda corrente da época quando o livro foi escrito] por vez. Porém, se tiver uma face humana, então você poderá obter mil francos cada vez.
Se você quiser matar a criatura, coloque na caixa em vez de seu farelo diário, uma hóstia consagrada pelo padre na Missa. Depois de comer isto morrerá. Acima de tudo, não omita nada neste procedimento.
segunda forma de voar, magicka
Receita 1: Lamiarum Unguenta (Ungüento das Feiticeiras)
Tirada do já citado livro de Giovanni Battista Della Porta, registrada em 1558 d.C.
"Embora elas misturem uma grande dose de superstição, é evidente, no entanto, para o observador que estas coisas podem resultar de uma força natural. Repetirei o que me foi dito por elas. Fervendo (certo tipo de gordura) em um vaso de cobre, elas se livram de sua água, espessando aquilo que resta da fervura. Então elas a guardam, e tornam a fervê-la antes de usar: com isto, eles misturam o aipo, o acônito[1], folhas de álamo e fuligem. Ou, em alternativa: Conium[2], Acorus[3], cinco-folhas[4], o sangue de um morcego, uva-de-cão (Solanum)[5] e óleo, e se elas ali misturam outras substâncias, elas não diferem muito dessas."
Della Porta prossegue mostrando como esta mistura era utilizada, lembrando-se que antes do uso, a mistura deveria ser aquecida novamente:
"Então elas as esfregam em todas as partes do corpo, primeiro esfregando-a para devolver-lhe a cor avermelhada e esquentá-la, acabando com qualquer matéria que havia se condensado por causa do frio. Quando a carne é relaxada e os poros abertos, elas acrescentam a gordura (ou o óleo que é substituído por ela) - para que o poder dos sucos possa penetrar mais e tornar-se mais forte e mais ativa, sem dúvida."
Existem dois adendos que podem ser feitos aqui. Existe a menção na receita de "certo tipo de gordura" e sangue de morcego. A gordura obviamente é uma base para a pomada que será feita e foi a responsável por inúmeros mitos que favoreciam a igreja católica. A gordura usada, gordura animal, ganhou a imaginação popular como sendo originária de bebês não batizados, ou seja, crianças pagãs. A igreja com isso aumentou absurdamente o número de batismos, serviço pelo qual cobrava, de crianças por onde quer que este mito se espalhasse. Posteriormente, quando o número de crianças não-batizadas quase desapareceu, graças ao medo e ao preconceito criado, o mito se converteu ao mito da gordura de um recém nascido, o que novamente era uma bênção para os servos de Deus. Na época, devido às condições de saúde e higiene era comum que crianças morressem no parto. A parteira então podia ser acusada de bruxaria, já que havia "matado o infante" para adquirir sua gordura. Isso fez com que as pessoas parassem de procurar parteiras e buscassem o auxílio da igreja nos partos, além de fazer com que todos pedissem que padres abençoassem a mãe, serviço cobrado, para que nenhuma bruxa matasse suas crianças.
O sangue de morcego aparece, num primeiro momento, como um ingrediente maldito, mas sob um olhar mais calmo possui uma função muito importante. Note que antes de passar no corpo o ungüento, a bruxa o esfregava com as mãos até devolver-lhe a cor avermelhada. Duas substâncias da segunda receita tem essa capacidade, o cinco-folhas e o sangue. Uma vez que a mistura era re-fervida, assim que esfriava para uma temperatura em que pudesse ser manuseada, era esfregada entre as mãos até que ficasse ruborizada novamente, ai era o momento de a espalhar pelo corpo. O sangue é parte deste mecanismo para se saber quando a mistura está pronta, e um morcego possui a quantidade ideal para a mistura.
Este é um relato antigo que busca explorar os elementos, mas não as quantidades envolvidas. Hoje, graças à homeopatia, é possível se encontrar os extratos dessas plantas para serem usados. Da mesma forma homeopatas podem, caso persuadidos, te ajudar a descobrir as medidas seguras para a mistura. Lembrando que ela deve ser esfregada no corpo e não ingerida.
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